sábado, 20 de outubro de 2012

Resultados e sinopse dos resultados do censo 2010

Censo 2010 - Sinopse dos resultados do censo 2010 - Neste trabalho estão disponíveis alguns gráficos para comparação com anos anteriores. Explorem bem os gráficos, pois dá para fazer as análises selecionando a região e a opção. Atentem para o gráfico pirâmide etária.
http://www.censo2010.ibge.gov.br/resultados
http://www.censo2010.ibge.gov.br/sinopse/webservice/default.php?cod1=1&cod2=&cod3=&frm=

Resultados do Censo 2010

O censo 2010 mostra a dinâmica da população brasileira, assim com as diferentes realidades em todo o território brasileiro. Observem a taxa de fecundidade e a relação com o grau de instrução das mulheres.
http://censo2010.ibge.gov.br/apps/mapa/

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Matéria de Capa - Planeta chega aos 7 bilhões de habitantes

Este vídeo da TV Cultura é muito importante para esclarecer e ilustrar as questões como: superpopulação, alimentos e energia.

Matéria de Capa - Como alimentar o planeta?

Este vídeo da TV Cultura é bem didático. Fala sobre a questão da produção de alimentos no mundo. Faltará alimentos no planeta Terra?
É muito interessante fazermos uma reflexão sobre as grandes áreas de terras férteis no mundo que são usadas para a produção dos biocombustíveis. Os agrocombustíveis são realmente sustentáveis?

domingo, 7 de outubro de 2012

Teorias Demográficas


Teoria Populacional Malthusiana


A teoria criada por
 Tomas Robert Malthus (1766-1834), economista e demógrafo inglês, e que ganhou o nome de “Malthusianismo” foi a primeira teoria populacional a relacionar o crescimento da população com a fome, afirmando a tendência do crescimento populacional em progressão geométrica, e do crescimento da oferta de alimentos em progressão aritmética.

Durante os séculos XVIII e XIX houve um acentuado crescimento demográfico devido à consolidação do capitalismo e à Revolução Industrial que proporcionou a elevação da produção de alimentos nos países em processo de industrialização diminuindo a taxa de mortalidade (principalmente na Europa e nos EUA). Isto fez com que os índices de crescimento da população subissem provocando discussões que culminariam em diversas teorias sobre o crescimento populacional, destacando-se o malthusianismo.
Lançada sob o título “Ensaio sobre o princípio de população e seus efeitos sobre o aperfeiçoamento futuro da sociedade, com observações sobre as especulações de Mr. Godwin, Mr. Condorcet e outros autores”, a teoria de Malthus caracteriza-se pelo grande pessismo em relação ao crescimento populacional.
Malthus acreditava que o crescimento demográfico iria ultrapassar a capacidade produtiva da terra gerando fome e miséria.
Segundo Malthus, as únicas formas de evitar que isso acontecesse seria reduzindo a taxa de natalidade através da proibição de que casais muito jovens tivessem filhos, do controle da quantidade de filhos por família nos países pobres, do aumento do preço dos alimentos e da redução dos salários para forçar as populações mais pobres a ter menos filhos.
Entretanto, Malthus argumentava que a alta taxa de mortalidade e fecundidade seriam praticamente impossíveis de reduzir uma vez que eram conseqüências de fatores fora do alcance da intervenção humana. Por isso, ele defendia que desastres como a fome, a epidemia e a guerra eram benéficas no sentido de serem um controle para o crescimento populacional.
Dentre os que se opunham à teoria de Malthus destacou-se Jean-Antonio Nicholas Caritat, o Marquês de Condorcet (1743-1794). Ele acreditava que as altas taxas de mortalidade e fecundidade registradas na época eram devidas à ignorância, às superstições e ao preconceito e que apenas “as luzes da razão” seriam capazes de reverter essa situação. Sua teoria, publicada entre 1793 e 1974, se intitulava “Esboço de um quadro histórico dos progressos do espírito humano” e, ao contrário de Malthus, apresentava uma visão bastante positiva do progresso humano.
Fonte:
ALVES, J. E.D. A polêmica Malthus versus Condorcet reavaliada à luz da transição demográfica. Texto para discussão da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, ENCE/IBGE, nº4, Rio de Janeiro, 2002.


Teoria Populacional Neomalthusiana


Após a
 Segunda Guerra Mundial  o crescimento populacional atingiu níveis bastante elevados caracterizando um segundo período de explosão demográfica propiciado, entre outras coisas, pelo desenvolvimento de antibióticos e vacinas contra diversas doenças e ao acesso facilitado dos países de terceiro mundo a esses recursos graças a entidades de apoio internacionais como a Cruz Vermelha Internacional e a Organização Mundial de Saúde (OMS) (o primeiro grande crescimento demográfico se deu nos séculos XVIII e XIX, época da consolidação do sistema capitalista e da Revolução Industrial).

Esse novo crescimento demográfico trouxe de volta a teoria proposta por Thomas Malthus no século XVIII dando origem a diversas novas teorias que relacionavam a pobreza e a fome experimentadas pelos países em desenvolvimento ao crescimento demográfico.
Os chamados “neomalthusianos” novamente defendiam que o crescimento demográfico seria o responsável pelo avanço da pobreza e da fome nos países do terceiro mundo. Porém, desta vez, eles afirmavam que a causa da pobreza seria o crescimento da população jovem que fazia com que os governos tivessem de investir cada vez mais em saúde e educação deixando de lado os investimentos em setores produtivos. O que, segundo eles, estaria dificultando odesenvolvimento econômico e, assim, acabaria levando ao caos social.
Os neomalthusianos defendiam ainda que uma quantidade maior de indivíduos faria diminuir a renda per capitaconstituindo um outro fator de aumento da pobreza. Ou seja, quanto mais pessoas em um país menor a renda per capita deste.
A solução, segundo eles, seria o controle da natalidade nos países subdesenvolvidos  através da adoção de “políticas de controle de natalidade”, que se tornaram bastante populares sob o nome de “planejamento familiar”.


http://www.infoescola.com/geografia/teoria-populacional-malthusiana/ Acesso em 07/10/2012




Teoria Reformista




A má distribuição da renda intensifica a pobreza.
A teoria reformista foi elaborada em resposta à teoria neomalthusiana. Segundo a teoria reformista, uma população jovem e numerosa, em virtude de elevadas taxas de natalidade, não é causa, mas consequência do subdesenvolvimento. Nos países desenvolvidos, onde o padrão de vida da população é alto, o controle da natalidade ocorre paralelamente à melhoria da qualidade de vida da população e espontaneamente, de uma geração para outra.
Nos países subdesenvolvidos, uma população jovem numerosa só se torna empecilho ao desenvolvimento de suas atividades econômicas quando não são realizados investimentos sociais, em especial na educação e na saúde. Tal situação gera um enorme contingente de mão de obra desqualificada que ingressa anualmente no mercado de trabalho. Para que a dinâmica demográfica entre em equilíbrio, é necessário enfrentar em primeiro lugar as questões sociais e econômicas.
Os investimentos em educação são fundamentais para a melhoria de todos os indicadores sociais. Pois quando o cotidiano familiar decorre em condições miseráveis e as pessoas não têm consciência das determinações econômicas e sociais, elas não irão ficar preocupadas em gerar menos filhos.
Foi constatado que quanto maior a escolaridade da mulher menor é o número de filhos e a taxa de mortalidade infantil. De todas as a teorias, a reformista é a que melhor retrata os fatores que geram o subdesenvolvimento político, social e econômico. Dessa forma, a teoria reformista derruba as teorias de Malthus.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/geografia/teoria-reformista.htm Acesso em 07/10/2012

população


Demografia: Transição demográfica e crescimento populacional

Cláudio Mendonça

Grandes debates sobre o crescimento populacional surgiram a partir da Revolução industrial. Depois de um longo período de crescimento lento entre a Idade Média e meados do século 18, a população começou a aumentar num ritmo surpreendente e, para muitos, alarmante. Considerando-se todo o tempo da presença do homem na Terra, calcula-se que somente por volta de 1830 o planeta alcançou o seu primeiro bilhão de habitantes. Atualmente, nem dois séculos passados, somos 6,5 bilhões de seres humanos.
Para muitos, o crescimento populacional ocorrido após a Revolução Industrial era uma realização promissora da humanidade: representava uma conquista do homem que, ao se adaptar melhor à vida no planeta, conseguia viver cada vez mais. Para outros, o crescimento populacional era motivo de preocupação e deveria ser combatido, pois anunciava grandes problemas futuros.

"Ensaio sobre a população"

A análise mais clássica sobre esta questão surgiu em 1798, quando o economista e demógrafo inglês Thomas Robert Malthus publicou o "Ensaio sobre a população". Nesse trabalho, avaliava que o crescimento populacional era uma das principais limitações ao progresso da sociedade. Segundo Malthus o crescimento ilimitado da população não se ajustava à capacidade limitada dos recursos naturais existentes no planeta.
Malthus afirmava que "a população, quando não controlada, cresce numa progressão geométrica. Os meios de subsistência crescem apenas numa progressão aritmética. Um pequeno conhecimento de números demonstrará a enormidade do primeiro poder em comparação com o segundo. (...) Isso implica um obstáculo que atua de modo firme e constante sobre a população, a partir da dificuldade de subsistência".
O demógrafo considerava que esta realidade era responsável pela fome, pela subnutrição, pelas epidemias, pelas guerras motivadas pelas disputas territoriais e pela falta de moralidade. A solução que propunha eram medidas do poder público para controlar o crescimento da população. Também era contrário à Lei dos Pobres (Poor Law), da Inglaterra, que obrigava ao Estado prover as necessidades humanas vitais aos menos favorecidos. Essa lei, segundo ele, estimulava o crescimento populacional descontrolado, por amparar justamente aqueles que mais procriavam e menos tinham condições de sustentar os filhos que colocavam no mundo.
As idéias de Malthus encontraram eco e adeptos em todo mundo e, vez por outra, são ressuscitada nos mais diferentes contextos, embora novas concepções já tenham contestado cientificamente sua validade.

Transição demográfica

O conceito de transição demográfica foi introduzido por Frank Notestein, em 1929, e é a contestação factual da lógica malthusiana. Foi elaborada a partir da interpretação das transformações demográficas sofridas pelos países que participaram da Revolução Industrial nos séculos 18 e 19, até os dias atuais. A partir da análise destas mudanças demográficas foi estabelecido um padrão que, segundo alguns demógrafos, pode ser aplicado aos demais países do mundo, embora em momentos históricos e contextos econômicos diferentes.
Ela explica que, durante uma longa fase da história, a natalidade e a mortalidade mantiveram-se elevadas e próximas, caracterizando um crescimento lento. Guerras, epidemias e fome dizimavam comunidades inteiras. A partir da Revolução Industrial teve início a primeira fase, das três que caracterizam o modelo de transição demográfica.

reprodução


1ª. fase - transição da mortalidade

A Revolução Industrial, o processo de urbanização e de modernização da sociedade foram responsáveis, num primeiro momento, por um crescimento populacional acelerado nos países europeus e posteriormente nos Estados Unidos, Japão, Austrália e outros.
Apesar das péssimas condições de moradia e saúde das cidades industriais, até pelo menos o final do século 19, a elevação da produtividade e da oferta de bens de subsistência propiciaram progressiva melhora no padrão de vida da população. Conquistas sanitárias e médicas, associadas a esta fase de desenvolvimento científico e tecnológico, tiveram impactos diretos na saúde pública e, conseqüentemente, na queda das taxas de mortalidade. Portanto, a primeira fase de transição demográfica é marcada pelo rápido crescimento da população, favorecido pela queda da mortalidade já que as taxas de natalidade, ainda, permaneceram algum tempo elevadas.

2ª. fase - transição da fecundidade

A segunda fase caracteriza-se pela diminuição das taxas de fecundidade (ou seja, o número médio de filhos por mulher em idade de procriar, entre 15 a 49 anos), provocando queda da taxa de natalidade mais acentuada que a de mortalidade e desacelerando o ritmo de crescimento da população.
Aos poucos foram sendo rompidos os padrões culturais e históricos que se caracterizavam pela formação de famílias numerosas. Mas estas transformações culturais foram mais lentas. Levou um certo tempo para que os hábitos e costumes comunitários da sociedade anterior, baseados na organização de um outro padrão familiar, fossem rompidos. A mortalidade infantil elevada induzia as famílias a terem muitos filhos, contando com o fato de que nem todos eles sobreviveriam. Os efeitos sociais das conquistas sanitárias na qualidade de vida permitiram que a mortalidade infantil também diminuísse e as famílias pudessem planejar o que consideravam o número ideal de filhos, numa sociedade que se modernizava.

3ª. fase - a estabilização demográfica

Na terceira fase da transição demográfica as taxas de crescimento ficam próximas de 0%. Ela é o resultado da tendência iniciada na segunda fase: o declínio da fecundidade e a ampliação da expectativa média de vida que acentuou o envelhecimento da população. As taxas de natalidade e de mortalidade se aproximaram a tal ponto que uma praticamente anula o efeito da outra. Esta é a situação encontrada há pouco mais de uma década em diversos países europeus e é denominada de fase de estabilização demográfica.
Cláudio Mendonça é professor do Colégio Stockler e autor de "Geografia Geral e do Brasil" (Ensino Médio) e "Território e Sociedade no Mundo Globalizado" (Ensino Médio).



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Atividade do curso Tecnologias na educação - e-Proinfo - Plano de aula

Componente curricular -  Geografia
Nível de ensino - Ensino Fundamental
Tema da aula - A biodiversidade e características dos biomas brasileiros
Público alvo - alunos de 7º ano
Duração - 3 aulas de 50 minutos

Conhecimentos prévios: Verificar se os alunos conhecem sobre os conceitos de biodiversidade, ecossistema e biomas. Isso poderá ser feito em uma retomada de aula.

Objetivo: Os alunos deverão aprender sobre a riqueza da biodiversidade brasileira assim como as características,  localização dos biomas no Brasil, os impactos ambientais em cada bioma e as ações de minimização desses impactos.

Estratégias e recursos da aula: Durante a aula os alunos assistirão ao vídeo "biodiversidade brasileira". A  partir daí irão perceber a diversidade de fauna e flora dos biomas, refletir sobre os danos ambientais nos recursos naturais em cada bioma e discutirão sobre ações que melhor resolva a situação. Pesquisarão conceitos e as características e localização de cada bioma, para trabalho em grupo. 

Materiais: Cartolinas, lápis de cor, tesoura, cola, revistas, cola, etc..

Primeira aula
1º passo - Na sala de aula, os aluno serão informado sobre a rotina da aula e só  após irão para sala de informática assistir ao vídeo de 10 minutos, "ICMBIO - biodiversidade brasileira" no Youtube. Após o vídeo o professor levantará as questões instigantes do tema abordado no vídeo e mediará uma discussão com proposição de ações.

2º passo - Ainda na sala de informática, o professor orientará a pesquisa sobre o conceito unidade de conservação, unidade de conservação de proteção integral e unidade de conservação de proteção de uso sustentável. Os alunos  anotarão em seus cadernos estes conceitos.

Segunda aula
3º passo - Na sala de aula, os alunos formarão 6 grupos e por sorteio irão se organizar e pesquisar cada grupo, o seu bioma na sala de informática. Antes da pesquisa sobre os biomas eles  farão análise de um mapa do IBGE "Unidades de Conservação Federais", no link a seguir, e irão comparar com o mapa disponível em suas apostilas - geografia, volume 3 - 6ª série (7ºano). http://www.ibge.gov.br/brasil_em_sintese/tabelas/territorio_grafico01.htm 
Após esse momento, começarão a pesquisa na internet sobre biomas, a ideia é deixar que naveguem sozinhos, depois algum tempo o professor deverá orientar a pesquisa com sugestão de sites. A continuação da pesquisa após o término da aula poderá ser feito em casa. 

Terceira aula
Com toda a pesquisa em mãos, ilustrações e materiais, o trabalho final será feito em sala de aula, em formato de cartazes, com ilustrações, colagens, etc., com exposição no mural da escola.

Avaliação: Participação dos alunos em cada etapa do processo, qualidade da apresentação e se cumpriram a proposta de caracterizar os aspectos principais de cada bioma.


Sites para pesquisa:
Ibama
 www.florestal.gov.br/snif/.../os-biomas-e-suas-florestas
pt.wikipedia.org/wiki/Biomas_do_Brasil
www.ibge.gov.br/mapas_ibge/interativos.php