quinta-feira, 28 de julho de 2016
Questões do ENEM e vestibular
1. (UERJ-RJ) "A palavra "imperialismo", no sentido moderno, desenvolveu-se primordialmente na língua inglesa, sobretudo depois de 1870. Seu significado sempre foi objeto de discussão, á medida que se propunham diferentes justificativas para formas de comércio e de governo organizados. Havia, por exemplo, uma política sistemática para equiparar imperialismo e "missão civilizatória".
(Adaptado de WILLIAMS, Raymond. Um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007).
No final do século XIX os europeus defendiam seus interesses imperialistas nas regiões africanas e asiáticas, justificando-os como missão civilizatória. Uma das ações empreendidas pelos europeus como missão civilizatória nessas regiões foi:
a) Aplicação do livre comércio.
b) Qualificação da mão de obra.
c) Padronização da estrutura produtiva.
d) Modernização dos sistemas de circulação.
2. (FEI-SP) Podem ser apontadas como características da Revolução Industrial:
a) A substituição da manufatura pela indústria, a invenção da máquina-ferramenta, a progressiva divisão do trabalho e a submissão do trabalhador à disciplina fabril.
b) O aprimoramento do artesanato, a crescente divisão do trabalho, um forte êxodo urbano e o aumento da produção.
c) A substituição do artesanato pela manufatura e o consequente aumento da produção acompanhado pelo recrudescimento da servidão.
d) A total substituição do homem pela máquina e o aumento do nível de vida da classe trabalhadora.
3- (UEPG-PR) Nos finais do século XIX e início do XX, houve uma grande expansão colonial europeia. Produto do capitalismo monopolista e financeiro, este processo motivou os países industrializados a penetrar, controlar e dominar vastas regiões do mundo através, dentre outros, do comércio de matérias-primas, alimentos e bens manufaturados. Sobre o imperialismo desse período, assinale o que for correto.
a) (01) Necessitava dominar regiões fornecedoras de mão de obra barata e matéria-prima para as indústrias europeias.
b) (02) Buscava mercados externos para o escoamento do excedente dos produtos industriais.
c) (04) Desejava, através de práticas colonialistas, promover o intercâmbio cultural e a utilizar as riquezas encontradas em prol dos países "atrasados".
d) (08) Estava inserido nos pressupostos do mercantilismo, buscava a acumulação de metais preciosos e o comércio das especiarias.
e) (16) Justificava suas práticas através de uma concepção de ciência que legitimava a superioridade da civilização europeia.
4- (UFRN-RN) O sistema de colonização objetivado pela política mercantilista tinha em mira:
a) Evitar conflitos internos, resultantes dos choques entre feudalismo e capitalismo, que entravavam o desenvolvimento dos países europeus.
b) Ganhar prestígio internacional.
c) Criar condições para a implantação do absolutismo.
d) Obter garantias de acesso às fontes de matérias-primas e aos mercados consumidores no ultramar.
e) Permitir a economia metropolitana o máximo de autossuficiência e situá-la vantajosamente no comércio internacional, pela criação de complementos à economia nacional.
5- (FGV-RJ) A chamada Segunda Revolução Industrial, ocorrida nas últimas décadas do século XIX, foi caracterizada:
a) Pela concentração do processo de industrialização na Inglaterra e pela montagem do império colonial britânico.
b) Pelo desenvolvimento da eletricidade e da siderurgia e pela expansão da industrialização para além do continente europeu.
c) Pela industrialização e pela formação de Estados nacionais no continente africano, a partir das suas antigas fronteiras culturais e linguísticas.
d) Pelo equilíbrio de forças entre as antigas colônias europeias e os Estados europeus devido á difusão da industrialização.
e) Pela retração da economia mundial devido à mecanização da produção e à diminuição da oferta de produtos industrializados.
Referência bibliográfica
MARTINEZ, Rogério; GARCIA, Wanessa. Novo Olhar Geografia. 1. ed. - São Paulo: FTD, 2013.
domingo, 24 de julho de 2016
O pensamento geopolítico
A geopolítica nasceu da aproximação entre a geografia e o Estado. O sueco Rudolf Kjéllen (1864-1922), um germanófilo, professor de Ciência Política na Universidade de Upsala, foi o primeiro na utilização do termo geopolítica. Sua obra, editada em 1916 e significativamente intitulada O Estado como manifestação da vida, define: "geopolítica é a ciência que concebe o Estado como um organismo geográfico ou como um fenômeno no espaço".
Mas foi na Alemanha do Reich nazista que a geopolítica alcançou a glória, tornando-se efetivamente uma doutrina de Estado e servindo de fonte essencial de orientação da política externa. Seus maiores expoentes reuniram-se do general Karl Haushofer por algum tempo (1869-1946), que figurou por algum tempo entre os principais de Adolf Hitler. O Instituto de Geopolítica de Munique, fundado e presidido por Haushofer, sintetizou: "geopolítica deve ser a consciência geográfica do Estado".
No tormentoso intervalo entre as duas guerras do século XX, a Alemanha reunia as condições históricas e intelectuais para se tornar a legítima pátria da geopolítica.
Uma consequência de frustrações históricas fermentava o expansionismo e o belicismo. Tardiamente unificada, a Alemanha emergiu, no final do século XIX, como potência industrial de primeira linha. Contudo, por essa época, os mais cobiçados territórios africanos e asiáticos já tinham sido partilhados entre britânicos e franceses e, na Europa, a França e a Rússia firmavam um pacto antialemão.
A queda de Bismarck, em 1890, conferiu impulso suplementar ao expansionismo alemão. Nos altos círculos do Estado cimentava-se uma visão de mundo baseada no germanismo cultural e racial (kulturkampf) e na conquista do espaço vital (Lebensraum).
A Kulturkampf iniciava o nacionalismo alemão, difundindo ideias de superioridade racial e destino histórico. Em 1983 era fundada a Liga Pangermânica, círculo político e intelectual que propugnava o expansionismo na Europa Central, em regiões habitadas por minorias étnicas de origem alemã. As noções expansionistas substituíam a ideia de equilíbrio de poder dos tempos de Bismarck, configurando a agressiva política externa da virada do século (welpolitik)
A noção do Lebensraum está associada às raízes intelectuais da Geopolítica e, em particular, à figura de Friedrich Ratzel (1844-1904). Intelectual de Estado, engajado no projeto prussiano de unificação da Alemanha, Ratzel publicou em 1882 a sua obra clássica: Antropogeografia - Fundamentos da aplicação da geografia à história. Influenciado pelo organicismo de fundo biológico, ele concebia o Estado como emanação natural da sociedade destinada à defesa e expansão do território.
Ratzel formulou as "leis da expansão espacial dos Estados", que definem o progresso com crescimento territorial. Dessas "leis" origina-se a noção de Lebensraum, que seria a razão de equilíbrio entre a população de determina sociedade, seus recursos naturais e seu território potencial. "Espaço é poder" - a célebre máxima ratzeliana funcionou como pedra de toque do pensamento geopolítico e projetou-se no futuro como estratégia da Alemanha nazista.
Mas a Alemanha só se tornou a pátria da Geopolítica no entreguerras. A derrota na Primeira Guerra Mundial, cristalizada pela humilhação do Tratado de Versalhes, prolongou-se através das reparações e indenizações, da perda de territórios e desmilitarização da Renânia. Foi esse ambiente que propiciou o florescimento da árvore da revanche e o crescimento explosivo do nazismo. O Lebensraum reapareciam no Mein Kampf, a obra pragmática de Hitler, publicada em 1924, e inspiraria O Instituto de Geopolítica de Munique.
A Geopolítica não é uma ciência, mas uma técnica e uma arte a serviço do poder de Estado. O geógrafo francês Jean Gottmann, polemizando contra as teses de geopolíticos alemães, chegou a afirmar que o "geopolítico é um geógrafo à procura de um Estado-Maior". Isso não significa, contudo que a Geopolítica sirva apenas à estratégia militar: ela orienta e organiza a visão de mundo dos Estados, associando o poder político ao espaço geográfico.
Procurando captar a dimensão essencial do pensamento geopolítico, o historiador Nélson Werneck Sodré definiu a Geopolítica como "a geografia do Fascismo". Iluminada pela força trágica da institucionalização da Geopolítica como doutrina da Alemanha nazista, a definição de Sodré tem seus atrativos, mas acaba obscurecendo aquilo que é crucial: o pensamento geopolítico informa, em grau maior ou menor, a conduta de todos os Estados. A própria França - cujos geógrafos se tornaram conhecidos pelas críticas aos geopolíticos do poderoso vizinho - desenvolveu um pensamento geopolítico próprio, que foi aplicado especialmente á construção do império colonial na África e na Indochina.
Nos Estados Unidos, o pensamento geopolítico surgiu na primeira metade do século XIX, com a Doutrina Monroe, de 1823. A definição de uma esfera continental de influência - expressa na máxima "A América para os americanos" - foi qualificada pelo Instituto de Geopolítica de Munique como "a mais soberba ideia do século XIX".
[...]
MAGNOLI, Demétrio. O mundo contemporâneo: os grandes acontecimentos mundiais da guerra fria aos nossos dias 2 ed.. São Paulo: Atual, 2008. p.48-50.
sábado, 16 de julho de 2016
A globalização do crime
Com o título Tráfico, a revista Pré-Univesp nº 42 traz artigos interessantes sobre essa temática.
Resolvi destacar para leitores do blog - A indústria do tráfico de pessoas no mundo.
http://pre.univesp.br/trafico-de-pessoas#.V4rdIDXkDNk
Resolvi destacar para leitores do blog - A indústria do tráfico de pessoas no mundo.
http://pre.univesp.br/trafico-de-pessoas#.V4rdIDXkDNk
A polêmica de Belo Monte
Matéria muito interessante da revista Pré-Univesp - Daniela Klebis.
http://pre.univesp.br/a-polemica-de-belo-monte#.V4rY4DXkDNk
http://pre.univesp.br/a-polemica-de-belo-monte#.V4rY4DXkDNk
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