Embora um dos seus propósitos seja manter a paz e a segurança no mundo, a ONU não conseguiu, ao longo de sua história, evitar diversos conflitos armados.
Em alguns casos, a ONU manteve-se afastada ou até mesmo ausente, pois sua presença poderia contrariar interesses políticos, econômicos e estratégicos de membros do Conselho Segurança, como, por exemplo, na guerra entre as Coreias do Sul e do Norte (1950-1953); na invasão dos Estados Unidos ao Vietnã (1961-1975); na invasão da extinta União Soviética ao Afeganistão (1976-1989); na Guerra das Malvinas, entre Argentina e Inglaterra (1982); nos ataques das forças militares russas à província da Chechênia (na década de 1990) na invasão do Iraque pelos Estados Unidos (2003) e nos constantes conflitos envolvendo palestinos e israelenses.
A ONU teve um papel secundário para solucionar guerras civis que assolaram países, sobretudo localizados no continente africano, como Somália, Moçambique, Angola, Argélia, Argélia e Sudão.
Em 2003, os Estados Unidos, então presidido por George W. Bush, invadiram o Iraque mesmo sem o consentimento do Conselho de Segurança da ONU. A superpotência alegou que esse país possuía armas de destruição em massa e que era necessária uma intervenção militar para evitar uma catástrofe. Missões da ONU foram inspecionar no Iraque, mas nada encontraram. Mesmo assim, os Estados Unidos enviaram ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta de invasão, que não foi aprovada por todos os membros permanentes. França, Rússia e China vetaram a ação militar.
Opondo-se à decisão do Conselho de Segurança, em 2003, tropas lideradas pelos Estados Unidos invadiram o Iraque. A ONU assistiu à invasão de forma passiva, somente alertando os A Estados Unidos sobre o fato de a atitude tomada pela potência mundial contrariar os estatutos da Organização e a Carta das Nações Unidas.
O Iraque ofereceu pequena resistência e foi derrotado em poucas semanas. O presidente do Iraque, Saddam Hussein, foi capturado, julgado e condenado à morte por um tribunal iraquiano constituído por juízes aliados dos Estados Unidos. Nenhuma arma de destruição em massa foi encontrada.
Sob alegação de ajudar na reconstrução do país e criar bases para um governo sólido e democrático, tropas estadunidenses permaneceram no Iraque até dezembro de 2011
PAULA, Marcelo Moraes; RAMA ANGELA. Jornadas Geo - Geografia, 9º ano- 2ª.ed. - São Paulo: Saraiva, 2012.
Comentário sobre a invasão dos Estados Unidos ao Iraque.
Essa invasão foi gestada desde o governo Bush pai, os interesses foram vários, petróleo, reconstrução do país depois da guerra, etc.. A guerra não foi tão fácil, houve muita baixa do lado dos norte-americanos, além de muito cara e deixar o Estados como vilão diante do mundo, principalmente por ter passado por cima da ONU.
O contexto dessa guerra e os desdobramentos geopolíticos merecem um estudo à parte. A questão aqui discutida é a quem a ONU serve?