Países da América do Sul.
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terça-feira, 23 de agosto de 2016
sábado, 6 de agosto de 2016
Questões do ENEM e vestibulares
(UFG-GO) A geopolítica é um disciplina que estuda os conflitos dos Estados nações e procura compreender, no mundo contemporâneo, a diversidade que se refletem situações em situações complexas e geradoras de guerras. Um dessas situações é o interesse estratégico da Rússia em relação ao território da Geórgia, que tem criado tensões no Cáucaso com o objetivo de:
a) Controlar um antigo Estado-membro da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que possui grande potencial militar e nuclear.
b) Facilitar o deslocamento de suas exportações em direção ao Irã, que é um país aliado na produção de tecnologia nuclear.
c) Obter o controle de Nogorno Karabach, região autônoma da Geórgia, que luta por sua independência.
d) Garantir o escoamento seguro de óleo e gás, que atravessam o território georgiano por meio de oleoduto e gasoduto, até o Mar Negro.
e) Manter sob domínio russo um território favorável á importação de petróleo pela via do Mar Cáspio.
(Fuvest - SP)
África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros.
Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p., 11, 2005
A frase acima se justifica porque:
a) Os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente.
b) Os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana.
c) A colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva associação do continente àa escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente.
d) Os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas.
e) Na maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.
Referência bibliográfica
MARTINEZ, Rogério; GARCIA, Wanessa. Novo Olhar Geografia. 1. ed. - São Paulo: FTD, 2013. p.254
a) Controlar um antigo Estado-membro da Comunidade de Estados Independentes (CEI), que possui grande potencial militar e nuclear.
b) Facilitar o deslocamento de suas exportações em direção ao Irã, que é um país aliado na produção de tecnologia nuclear.
c) Obter o controle de Nogorno Karabach, região autônoma da Geórgia, que luta por sua independência.
d) Garantir o escoamento seguro de óleo e gás, que atravessam o território georgiano por meio de oleoduto e gasoduto, até o Mar Negro.
e) Manter sob domínio russo um território favorável á importação de petróleo pela via do Mar Cáspio.
(Fuvest - SP)
África vive (...) prisioneira de um passado inventado por outros.
Mia Couto, Um retrato sem moldura, in Leila Hernandez, A África na sala de aula. São Paulo: Selo Negro, p., 11, 2005
A frase acima se justifica porque:
a) Os movimentos de independência na África foram patrocinados pelos países imperialistas, com o objetivo de garantir a exploração econômica do continente.
b) Os distintos povos da África preferem negar suas origens étnicas e culturais, pois não há espaço, no mundo de hoje, para a defesa da identidade cultural africana.
c) A colonização britânica do litoral atlântico da África provocou a definitiva associação do continente àa escravidão e sua submissão aos projetos de hegemonia europeia no Ocidente.
d) Os atuais conflitos dentro do continente são comandados por potências estrangeiras, interessadas em dividir a África para explorar mais facilmente suas riquezas.
e) Na maioria das divisões políticas da África definidas pelos colonizadores se manteve, em linhas gerais, mesmo após os movimentos de independência.
Referência bibliográfica
MARTINEZ, Rogério; GARCIA, Wanessa. Novo Olhar Geografia. 1. ed. - São Paulo: FTD, 2013. p.254
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Questões do ENEM e vestibular
1. (UERJ-RJ) "A palavra "imperialismo", no sentido moderno, desenvolveu-se primordialmente na língua inglesa, sobretudo depois de 1870. Seu significado sempre foi objeto de discussão, á medida que se propunham diferentes justificativas para formas de comércio e de governo organizados. Havia, por exemplo, uma política sistemática para equiparar imperialismo e "missão civilizatória".
(Adaptado de WILLIAMS, Raymond. Um vocabulário de cultura e sociedade. São Paulo: Boitempo, 2007).
No final do século XIX os europeus defendiam seus interesses imperialistas nas regiões africanas e asiáticas, justificando-os como missão civilizatória. Uma das ações empreendidas pelos europeus como missão civilizatória nessas regiões foi:
a) Aplicação do livre comércio.
b) Qualificação da mão de obra.
c) Padronização da estrutura produtiva.
d) Modernização dos sistemas de circulação.
2. (FEI-SP) Podem ser apontadas como características da Revolução Industrial:
a) A substituição da manufatura pela indústria, a invenção da máquina-ferramenta, a progressiva divisão do trabalho e a submissão do trabalhador à disciplina fabril.
b) O aprimoramento do artesanato, a crescente divisão do trabalho, um forte êxodo urbano e o aumento da produção.
c) A substituição do artesanato pela manufatura e o consequente aumento da produção acompanhado pelo recrudescimento da servidão.
d) A total substituição do homem pela máquina e o aumento do nível de vida da classe trabalhadora.
3- (UEPG-PR) Nos finais do século XIX e início do XX, houve uma grande expansão colonial europeia. Produto do capitalismo monopolista e financeiro, este processo motivou os países industrializados a penetrar, controlar e dominar vastas regiões do mundo através, dentre outros, do comércio de matérias-primas, alimentos e bens manufaturados. Sobre o imperialismo desse período, assinale o que for correto.
a) (01) Necessitava dominar regiões fornecedoras de mão de obra barata e matéria-prima para as indústrias europeias.
b) (02) Buscava mercados externos para o escoamento do excedente dos produtos industriais.
c) (04) Desejava, através de práticas colonialistas, promover o intercâmbio cultural e a utilizar as riquezas encontradas em prol dos países "atrasados".
d) (08) Estava inserido nos pressupostos do mercantilismo, buscava a acumulação de metais preciosos e o comércio das especiarias.
e) (16) Justificava suas práticas através de uma concepção de ciência que legitimava a superioridade da civilização europeia.
4- (UFRN-RN) O sistema de colonização objetivado pela política mercantilista tinha em mira:
a) Evitar conflitos internos, resultantes dos choques entre feudalismo e capitalismo, que entravavam o desenvolvimento dos países europeus.
b) Ganhar prestígio internacional.
c) Criar condições para a implantação do absolutismo.
d) Obter garantias de acesso às fontes de matérias-primas e aos mercados consumidores no ultramar.
e) Permitir a economia metropolitana o máximo de autossuficiência e situá-la vantajosamente no comércio internacional, pela criação de complementos à economia nacional.
5- (FGV-RJ) A chamada Segunda Revolução Industrial, ocorrida nas últimas décadas do século XIX, foi caracterizada:
a) Pela concentração do processo de industrialização na Inglaterra e pela montagem do império colonial britânico.
b) Pelo desenvolvimento da eletricidade e da siderurgia e pela expansão da industrialização para além do continente europeu.
c) Pela industrialização e pela formação de Estados nacionais no continente africano, a partir das suas antigas fronteiras culturais e linguísticas.
d) Pelo equilíbrio de forças entre as antigas colônias europeias e os Estados europeus devido á difusão da industrialização.
e) Pela retração da economia mundial devido à mecanização da produção e à diminuição da oferta de produtos industrializados.
Referência bibliográfica
MARTINEZ, Rogério; GARCIA, Wanessa. Novo Olhar Geografia. 1. ed. - São Paulo: FTD, 2013.
domingo, 24 de julho de 2016
O pensamento geopolítico
A geopolítica nasceu da aproximação entre a geografia e o Estado. O sueco Rudolf Kjéllen (1864-1922), um germanófilo, professor de Ciência Política na Universidade de Upsala, foi o primeiro na utilização do termo geopolítica. Sua obra, editada em 1916 e significativamente intitulada O Estado como manifestação da vida, define: "geopolítica é a ciência que concebe o Estado como um organismo geográfico ou como um fenômeno no espaço".
Mas foi na Alemanha do Reich nazista que a geopolítica alcançou a glória, tornando-se efetivamente uma doutrina de Estado e servindo de fonte essencial de orientação da política externa. Seus maiores expoentes reuniram-se do general Karl Haushofer por algum tempo (1869-1946), que figurou por algum tempo entre os principais de Adolf Hitler. O Instituto de Geopolítica de Munique, fundado e presidido por Haushofer, sintetizou: "geopolítica deve ser a consciência geográfica do Estado".
No tormentoso intervalo entre as duas guerras do século XX, a Alemanha reunia as condições históricas e intelectuais para se tornar a legítima pátria da geopolítica.
Uma consequência de frustrações históricas fermentava o expansionismo e o belicismo. Tardiamente unificada, a Alemanha emergiu, no final do século XIX, como potência industrial de primeira linha. Contudo, por essa época, os mais cobiçados territórios africanos e asiáticos já tinham sido partilhados entre britânicos e franceses e, na Europa, a França e a Rússia firmavam um pacto antialemão.
A queda de Bismarck, em 1890, conferiu impulso suplementar ao expansionismo alemão. Nos altos círculos do Estado cimentava-se uma visão de mundo baseada no germanismo cultural e racial (kulturkampf) e na conquista do espaço vital (Lebensraum).
A Kulturkampf iniciava o nacionalismo alemão, difundindo ideias de superioridade racial e destino histórico. Em 1983 era fundada a Liga Pangermânica, círculo político e intelectual que propugnava o expansionismo na Europa Central, em regiões habitadas por minorias étnicas de origem alemã. As noções expansionistas substituíam a ideia de equilíbrio de poder dos tempos de Bismarck, configurando a agressiva política externa da virada do século (welpolitik)
A noção do Lebensraum está associada às raízes intelectuais da Geopolítica e, em particular, à figura de Friedrich Ratzel (1844-1904). Intelectual de Estado, engajado no projeto prussiano de unificação da Alemanha, Ratzel publicou em 1882 a sua obra clássica: Antropogeografia - Fundamentos da aplicação da geografia à história. Influenciado pelo organicismo de fundo biológico, ele concebia o Estado como emanação natural da sociedade destinada à defesa e expansão do território.
Ratzel formulou as "leis da expansão espacial dos Estados", que definem o progresso com crescimento territorial. Dessas "leis" origina-se a noção de Lebensraum, que seria a razão de equilíbrio entre a população de determina sociedade, seus recursos naturais e seu território potencial. "Espaço é poder" - a célebre máxima ratzeliana funcionou como pedra de toque do pensamento geopolítico e projetou-se no futuro como estratégia da Alemanha nazista.
Mas a Alemanha só se tornou a pátria da Geopolítica no entreguerras. A derrota na Primeira Guerra Mundial, cristalizada pela humilhação do Tratado de Versalhes, prolongou-se através das reparações e indenizações, da perda de territórios e desmilitarização da Renânia. Foi esse ambiente que propiciou o florescimento da árvore da revanche e o crescimento explosivo do nazismo. O Lebensraum reapareciam no Mein Kampf, a obra pragmática de Hitler, publicada em 1924, e inspiraria O Instituto de Geopolítica de Munique.
A Geopolítica não é uma ciência, mas uma técnica e uma arte a serviço do poder de Estado. O geógrafo francês Jean Gottmann, polemizando contra as teses de geopolíticos alemães, chegou a afirmar que o "geopolítico é um geógrafo à procura de um Estado-Maior". Isso não significa, contudo que a Geopolítica sirva apenas à estratégia militar: ela orienta e organiza a visão de mundo dos Estados, associando o poder político ao espaço geográfico.
Procurando captar a dimensão essencial do pensamento geopolítico, o historiador Nélson Werneck Sodré definiu a Geopolítica como "a geografia do Fascismo". Iluminada pela força trágica da institucionalização da Geopolítica como doutrina da Alemanha nazista, a definição de Sodré tem seus atrativos, mas acaba obscurecendo aquilo que é crucial: o pensamento geopolítico informa, em grau maior ou menor, a conduta de todos os Estados. A própria França - cujos geógrafos se tornaram conhecidos pelas críticas aos geopolíticos do poderoso vizinho - desenvolveu um pensamento geopolítico próprio, que foi aplicado especialmente á construção do império colonial na África e na Indochina.
Nos Estados Unidos, o pensamento geopolítico surgiu na primeira metade do século XIX, com a Doutrina Monroe, de 1823. A definição de uma esfera continental de influência - expressa na máxima "A América para os americanos" - foi qualificada pelo Instituto de Geopolítica de Munique como "a mais soberba ideia do século XIX".
[...]
MAGNOLI, Demétrio. O mundo contemporâneo: os grandes acontecimentos mundiais da guerra fria aos nossos dias 2 ed.. São Paulo: Atual, 2008. p.48-50.
sábado, 16 de julho de 2016
A globalização do crime
Com o título Tráfico, a revista Pré-Univesp nº 42 traz artigos interessantes sobre essa temática.
Resolvi destacar para leitores do blog - A indústria do tráfico de pessoas no mundo.
http://pre.univesp.br/trafico-de-pessoas#.V4rdIDXkDNk
Resolvi destacar para leitores do blog - A indústria do tráfico de pessoas no mundo.
http://pre.univesp.br/trafico-de-pessoas#.V4rdIDXkDNk
A polêmica de Belo Monte
Matéria muito interessante da revista Pré-Univesp - Daniela Klebis.
http://pre.univesp.br/a-polemica-de-belo-monte#.V4rY4DXkDNk
http://pre.univesp.br/a-polemica-de-belo-monte#.V4rY4DXkDNk
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Como é a vida no maior campo de refugiados da Fança
![]() |
| Refugiados vivem amontoados em barracas ou abrigos improvisados |
De Calais, França para BBC Brasil.
sábado, 30 de abril de 2016
Vergonha para humanidade
Esse é o título da reportagem da jornalista Adriana Carranca do Estadão, Sobre o terror na cidade de Aleppo na Síria.
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,vergonha-para-a-humanidade,10000048232
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,vergonha-para-a-humanidade,10000048232
Tristezas que o mundo finge não ver
Uma guerra sem lágrimas
Reportagem de Adriana Carranca 12 de março de 2016.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,uma-guerra-sem-lagrimas,10000020856
Reportagem de Adriana Carranca 12 de março de 2016.
http://www.estadao.com.br/noticias/geral,uma-guerra-sem-lagrimas,10000020856
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Mata Atlântica - Fauna invisível
Infográficos, fotos, vídeo e matéria completa no link: http://infograficos.estadao.com.br/public/cidades/fauna-invisivel/
Especial juventude
Segregação socioterritorial, juventude e direito á cidade.
Por Anna Luíza Souto - Ótimo artigo.
http://www.diplomatique.org.br/edicoes_especiais_artigo.php?id=139
Por Anna Luíza Souto - Ótimo artigo.
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